“Doutor, devo colocar 300, 350 ou 400 mL?”
Essa é uma das perguntas mais comuns na consulta. E a resposta começa com uma avaliação do seu corpo e uma conversa sobre o resultado que você deseja.
Na cirurgia mamária moderna, a escolha da prótese combina medidas, características dos tecidos e suas preferências. Cada decisão precisa ter um motivo.
Uma das primeiras medidas é a base da mama, ou seja, sua largura sobre o tórax. Ela ajuda a definir a largura adequada do implante. Também avaliamos o formato do tórax, a posição das mamas e as diferenças entre os dois lados.
Em seguida, fazemos o planejamento vertical: estudamos a posição do implante e sua relação com o mamilo, com a parte superior da mama e com a dobra abaixo dela.
Uma medida importante é a N–IMF, nome técnico para a distância entre o mamilo e o sulco abaixo da mama. Avaliada em repouso e com a pele cuidadosamente esticada, ela ajuda a compreender o espaço disponível na parte inferior e a planejar o posicionamento da prótese.
Avaliamos também a elasticidade da pele, quanto ela se distende, a flacidez e a espessura dos tecidos que vão cobrir o implante.
Uma pele firme, uma pele mais flácida e uma mama com pouca cobertura oferecem condições diferentes. Essas características precisam entrar na escolha.
Com essas informações em mãos, consultamos o catálogo técnico dos fabricantes, aquele “livro de próteses” com as medidas de cada modelo.
Nele, comparamos largura, altura, quando aplicável, projeção e volume.
A projeção é o quanto a prótese se estende para a frente.
Duas próteses com o mesmo volume podem ter dimensões diferentes: uma pode ser mais larga e menos projetada; outra, mais estreita e mais projetada.
Por isso, dizer apenas “quero 350 mL” ainda deixa várias decisões em aberto.
É nesse encontro entre as suas medidas e as dimensões dos implantes disponíveis que a escolha se torna individualizada.
O número em mL passa a fazer parte de um planejamento que considera como aquela prótese vai interagir com o seu corpo.
E você participa dessa decisão.
Seu desejo de ter uma mama mais discreta, mais preenchida ou com maior projeção precisa ser ouvido.
Pode haver mais de uma opção adequada, e a consulta serve para explicar as possibilidades, os limites e as diferenças entre elas.
Uma escolha bem fundamentada une o seu desejo à avaliação técnica do cirurgião.
A cirurgia mamária evoluiu.
Escolher uma prótese apenas “no olho”, sem medidas e sem avaliar os tecidos, deixa de incorporar informações fundamentais desse planejamento.
O olhar experiente tem valor e ganha fundamento quando vem acompanhado de medidas, conhecimento científico e uma explicação clara para você.
Seu corpo merece um planejamento que você possa compreender.
Agende sua avaliação para conhecer suas medidas, conversar sobre suas expectativas e descobrir quais opções de prótese fazem sentido para você.
